A alimentação traz uma carga de proteínas e sais minerais que influenciam diretamente na saúde renal. Afinal, a eliminação e a regulação dessas substâncias é um dos papéis centrais dos rins. Por isso, a orientação sobre o que comer é sempre individualizada — depende dos problemas de saúde que o paciente apresenta e da sua função renal.

De forma geral, o alto consumo de sal (mais de 5g de sal de cozinha por dia) está associado à ativação de enzimas que podem levar à pressão alta (hipertensão arterial) ou piorar o controle pressórico em quem já é hipertenso.

Quando a estimativa da taxa de filtração glomerular fica abaixo de 30 mL/min/1,73m², a excreção e a regulação de sais minerais e toxinas podem ficar comprometidas. Nesses casos, a dieta precisa ser ajustada com base nos exames laboratoriais. Os principais desafios são:

Potássio — presente em conservantes, alimentos industrializados, frutas, verduras e legumes

Fósforo — presente em leite e derivados, carnes e embutidos

Carambola: Não é recomendado consumir quando há redução da função renal. Ela produz uma toxina que é eliminada pelos rins — quando eles estão com a função reduzida, não conseguem cumprir esse papel, e o paciente corre risco de intoxicação e até coma.

O mais importante, cada caso é único. O acompanhamento médico e nutricional é fundamental para indicar quais cuidados com a alimentação.

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